Felipe Lapa

Quem conduz o Estudo da Vida

Passei uma parte da vida
achando que estava tudo bem.
Diante de uma crise, fui ao fundo do poço e a partir daí
eu aprendi o que ninguém havia me ensinado.


O percurso

Como eu cheguei aqui.


Passei por lugares muito diferentes da vida. Em cada um deles, a vida me deu grandes lições.

Felipe Lapa adolescente, de cabelo descolorido Jovem
Felipe Lapa fardado, no Exército Militar
Felipe Lapa de terno, no tempo da empresa de tecnologia Empresário
Felipe Lapa sentado em meditação, ao ar livre Professor
Felipe Lapa hoje, em atendimento Terapeuta
Felipe Lapa no palco, de microfone na mão Palestrante
Todos são eu. Em cada um, uma parte da minha vida.
  1. Jovem

    Achei que era aproveitar

    Cabelo descolorido, o fim de semana, a turma, a próxima festa. Quando aparecia um vazio, era só encher de novo, e por um tempo aquilo funcionava.

  2. Militar

    Achei que era ter uma ordem

    Servi no Exército, onde tudo era regra. Ali cada coisa tinha a sua hora e o seu lugar, e enquanto eu vestia aquela farda parecia que a minha vida também tinha.

  3. Empresário

    Achei que era conquistar

    Montei uma empresa de tecnologia, onde tudo era pressão. Por fora, parecia tudo certo. Por dentro eu roía as unhas até sangrar, comprava por impulso o que não precisava e explodia por pouco. Eu chamava aquilo de o meu jeito.

  4. 2012, aos trinta e um

    A crise, e vinte e um dias de silêncio

    Não fui porque quis, nem porque acreditava. Fui porque a minha vida tinha entrado numa crise que eu não sabia resolver, e já não me restava nada que eu soubesse fazer. Cético, quase contra a minha vontade. Foi ali que eu descobri que era um estranho para mim mesmo.

  5. Os sete anos seguintes

    Abri mão do que tinha construído

    Larguei a empresa e passei sete anos numa ecovila e num ashram. Não foi viagem, foi renúncia. Comecei a ensinar ainda lá dentro, e voltei ao Recife professor.

  6. Oito anos depois

    O corpo cobrou a conta

    Já ensinava havia oito anos quando senti uma dor no peito no meio de uma aula. Fui parar no hospital com a certeza de que estava morrendo. Não era o coração. Era tudo o que eu nunca tinha deixado sair.

O que virou a chave

“Eu achava que era feliz. Até descobrir que a minha vida não fazia o menor sentido.”

Felipe Lapa


Felipe Lapa

Por fora estava tudo certo. Poucas pessoas sabiam do que eu carregava por dentro, e eu mesmo não sabia direito. Eu duvidava de mim, e fui procurar confiança onde quase todo mundo procura: no dinheiro, na profissão, nos cargos que ocupei, no que os outros diziam de mim.

Eu vivia ansioso e achava que era o meu ritmo. A cabeça não desligava, e eu chamava aquilo de responsabilidade. Explodia por pouco e dizia que era o meu jeito. Adiava o que importava, comprava o que não precisava. Nada daquilo me parecia um problema: eu achava que era assim que todo mundo vivia.

Eu não era uma pessoa com problemas. Eu era uma pessoa comum, carregando dores invisíveis sem ter a menor ideia de que elas estavam ali. Cada conquista funcionava por um tempo, e depois a dúvida voltava do mesmo tamanho. Eu sabia trabalhar, sabia cumprir ordem, sabia resolver o problema dos outros. Não sabia olhar para o meu.

+14
anos de estudo, prática e atendimento
+15.000
alunos e mentorados

O que eu percebi

O que se repete pode parar.


Ouvindo milhares de pessoas ao longo dos anos, eu vi a mesma coisa acontecer: por baixo de histórias completamente diferentes, os mesmos padrões se repetindo. Se aquilo aparecia assim em gente tão diferente, não era falha de ninguém, nem falta de força de vontade. Era arquitetura.

E foi aí que eu percebi a melhor notícia da minha vida: o que tem estrutura pode ser estudado, compreendido e transformado.

Comigo foi assim: aquilo que eu chamava de “eu sempre fui assim” tinha começo, tinha causa e tinha saída. Foi disso que nasceu O Estudo da Vida, e depois o livro: o mapa que ninguém tinha para me dar quando eu precisei.

O livro O Estudo da Vida, de Felipe Lapa, em volume
O Estudo da Vida · 1.ª edição, 2026

Hoje

O que eu faço.


Sou terapeuta, palestrante, autor de O Estudo da Vida e instrutor de meditação, mindfulness e autoconhecimento, com formação pelo Mindfulness Training International. São mais de catorze anos de estudo: formações, cursos, retiros e imersões. Mas o que mais me formou não foi o que virou certificado. Foi o que eu vivi, e isso não cabe num papel.

Dou aulas e conduzo retiros, atendo em mentoria individual, escrevo, e levo esse trabalho a empresas, em palestras, treinamentos e consultoria. Acompanho gente de todo tipo: adolescentes, pais e mães, avós, médicos, empresários, professores. Cada um com a sua história, as suas dores, a sua vivência. E muitos chegam sem nunca ter contado a ninguém o que sentem por dentro.

Umas chegam com uma questão específica. Outras, só com a sensação de que não era para ser assim.

E continuo empresário. Além de todo esse trabalho, sou sócio de uma empresa de tecnologia, e não é um caminho paralelo: é a mesma coisa por outro lado. Encontrar a origem de um problema e desenhar a saída é o que sempre me moveu, seja num sistema de computador, seja na vida de uma pessoa.

Passei pelo mundo prático e pelo mundo da mente humana. Durante um tempo abri mão de um deles; hoje faço os dois, em equilíbrio, porque foi nos dois que eu aprendi a mesma coisa: todo problema tem origem, e toda origem tem saída.

Não foi sorte nem dom.Foi um caminho que você também pode caminhar.


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